30/01/12

Como conquistar o primeiro milhão?


Alcançar o primeiro R$ 1 milhão pode parecer um desejo distante, mas acredite é possível sim acumular o montante. 

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, até 2010 o Brasil tinha 63 mil milionários com R$ 371 bilhões investidos, montante 23% maior que em 2009. Para conquistar a grana essas pessoas tiveram de planejar.

Para começar com o pé direito é impreterível montar um cronograma com todas as metas que deseja conquistar. Inclua viagens, cursos e até mesmo a aposentadoria, depois defina o valor que pretende desembolsar e o tempo necessário para alcançar cada um dos objetivos. 

Quem deseja comprar um apartamento no valor de R$ 250 mil, em 10 anos, por exemplo, terá de desembolsar R$ 1.425 por mês, considerando uma aplicação que proporcione ganhos de 0,6% a cada 30 dias.

Gustavo Cerbasi diz em seu livro Investimentos Inteligentes para conquistar e multiplicar o seu primeiro milhão, que o planejamento de longo prazo não funcionará se não forem incluídos planos para curtos e médios períodos. "Quer trocar de carro? Faça as contas e comece a mudança desde já, com pequenos investimentos mensais para não ter que pagar juros excessivos de um financiamento longo", descreve.

IDADE- Quanto mais tempo esperar para colocar os planos em prática mais dinheiro será necessário desembolsar. "Quem começa poupar mais cedo, acumula mais cedo", comenta o consultor financeiro da Dinheiro em Foco, de São Paulo, Ricardo Fairbanks. 

E os números confirmam a tese. Quem tem 45 anos de idade hoje precisará aplicar R$ 1.870 por mês para alcançar o primeiro milhão aos 65 anos. Por outro lado, quem tem 25 anos precisa aplicar R$ 361 para ter a mesma quantia.

De acordo com Fairbanks, uma forma de acumular dinheiro é destinar os ganhos extras, como décimo terceiro salário e bônus para as aplicações. Não esqueça também de formar uma reserva financeira que quebrará o galho em caso de emergências. O tamanho da poupança poderá ser maior ou menor, já que depende do perfil de cada investidor. "O recomendado para um profissional autônomo, por exemplo, é ter o correspondente a 10 meses de suas despesas poupadas."

RENTABILIDADE- A inflação e todos os custos, como taxas de administração e o Imposto de Renda, devem ser descontados do ganho bruto para que o retorno calculado seja real para o investidor. 

O ganho de 0,6% ao mês, por exemplo, pode ser conseguido com aplicações conservadoras, como poupança e até mesmo alguns fundos, que por incidirem taxa de administração e imposto de renda têm ganhos reduzidos. 

Para quem deseja ter ganhos de 1% a 1,5%, os papéis das dívidas do governo são boas opções. De acordo com a calculadora do site do Tesouro Direto, a rentabilidade líquida do papel NTN-B (indexado a inflação),com vencimento em 2015, para quem investe R$ 500 é de 9,57%. 

Mas, não se esqueça: quanto maior o ganho, maior é o risco do investidor. As aplicações mais arrojadas, como é caso dos fundos de ações e papéis da Bolsa, são recomendadas para o longo prazo.

Mas em sua publicação, Cerbasi explica que não necessariamente os investimentos em renda fixa têm rendimento previsível ou conhecido, o resultado vai depender da forma como o dinheiro será remunerado. 

"Ao contratar o investimento com taxa pré-fixada, você já sabe antecipadamente qual valor irá receber pelo prazo que deixar seu dinheiro aplicado. Com a taxa pós-fixada, normalmente, a remuneração que lhe é proposta está vinculada ao desempenho de algum índice (como IPCA) que pode variar ao longo do tempo", descreve o autor.

Fonte: DGABC

1 comentários:

Unknown disse...

excelente post, professor ... bem o que eu procurava !!

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